Senhora do Monte

quinta-feira, março 31, 2005

O meu último post na Senhora do Monte

A minha participação no Senhora do Monte acaba aqui.
É uma decisão individual, ponderada e irreversível, que foi devidamente comunicada e explicada aos meus companheiros de estabelecimento.
Comuniquei-lhes também que contínuo a solo, com o Anjos e Demónios.
Farei assim companhia ao Último Reduto ( do Pedro) , ao Eu vou mas volto ( do Zé Carlos) e ao João Pedro Dias Blog ( do próprio), acreditando e desejando que os outros companheiros, também venham a abrir os seus próprios estabelecimentos na blogosfera.
Aprendi ao longo destes 4 meses que a blogosfera não é a coisa mais importante do mundo, mas que é um fenómeno de características ímpares.
Este período, pela qualidade da companhia, serviu de exemplar tirocínio.
Agradeço, em especial, aos meus companheiros de blogue pela amizade e consideração demonstradas.
É evidente que foi com enorme prazer que partilhei este espaço com o Pedro Guedes e o Mário Antunes Varela, dois brilhantes bloggers e amigos de longuíssima data, mas foi igualmente muito gratificante descobrir novos amigos, como o Luís Pinheiro Coutinho e o João Pedro Dias, ou voltar a privar mais de perto com amigos de outros Carnavais, como o José Carlos Soares.
Só por isso valeu a pena a experiência.
Uma palavra também de grande amizade e fraternidade dirigida ao meu velho amigo Stélio Correia Lopes, ao Pedro Ferreira Marques e ao António José Coutinho, que por razões várias não puderam participar com a intensidade dos demais autores do blogue.
Não esqueço também a Ana Annes que passou, no seu estilo furacão, aqui pelo estabelecimento o que faz dela co-autora do Senhora do Monte.
Deixo aqui, por último, um sentido agradecimento a todos os comentadores que foram passando pelo blogue e ajudaram a que o mesmo fosse mais vibrante e acutilante, e peço que não levem a mal que, neste particular, destaque as prestações dos que me são mais próximos e participaram mais intensamente:
Jordão Félix
Neuza Nobre
Marco Almas
Raio
JFM
José Carlos Freitas
LB
Carlos Correia
Zé Baptista
Samid ( ou João Dimas)
Marisa Pereira
Adília Martins
Carmen Inês
António Matos
AA
Marcelo Carvalho
Ângelo Carvalho
SAO
João Pedro Oliveira

Agradeço também o companheirismo e a ética de muitos autores de blogue e de blogues que ao longo destes 4 meses se referiram a nós como um blogue de referência, escreveram e referênciaram os nossos textos e falaram sobre o nosso blogue, o que constituiu uma grande fonte de estímulo e incentivo.
Destaco pela cordialidade e simpatia:
Raio, Cabalas
Freddy, Zona Franca
Francis, Berra-Boi
Jorge Ferreira, Tomar Partido
É a hora!
Palavras Alheias
Miss Pearls, Xanelcinco
Suburbano
Besugo e Lolita, Blogame Mucho
Nuno Moreira de Almeida, Arte de Opinar
Francisco Nunes, Planície Heróica
Duarte Branquinho, Pena e Espada
BOS, Nova Frente
Meia Livraria
Luís Oliveira, Actos Irreflectidos
Paulo Tómas, Analíticamente Incorrecto
Oferta Desinteressada
Tristezas não pagam Dívidas
À Espera dos Bárbaros
Antro do Anho
Palavras Alheias
Thelma e Louise, Thelma&Louise
Minha Rica Casinha
Corte na Aldeia
Ecléctico
A Arte da Fuga
Ruben Valle Santos, O Sítio do Ruvasa
e eventualmente outros que me escapem e que desde já peço desculpa.
Muito obrigado e muita saúde para todos!


P.S. O grupo decidiu que o blogue se manterá on-line, podendo continuar a ser consultado e lido por alguns eventuais interessados que por aqui possam aparecer e pelos próprios bloguistas da casa.

terça-feira, março 29, 2005

Anjos e Demónios: novo blogue

Desde ontem escrevo aqui.

domingo, março 27, 2005

As fotografias da Senhora do Monte - XIII

Medo
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Ilia Lavreshkin

quarta-feira, março 23, 2005

Será uma verdade la paliciana ?

Um dia ouvi alguém dizer: " Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos".
Hoje, numa reunião com um altíssimo representante da banca, confirmei isso de forma inequívoca.

segunda-feira, março 21, 2005

Dizer o quê?

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Onde andam os escribas?

Por me encontrar na fase final de um processo de mudança de casa - tarefa de dificuldade inversamente proporcional à dificuldade que o FCP terá em ganhar logo mais no Alvalade XXI e que é nula - não tenho podido escrever aqui na casa.
Acontece que os restantes companheiros, verifico agora, também não têm exercitado a pena.
Por via disso o blogue parece o Deserto do Saara.
Repito: Onde andam os escribas?

sexta-feira, março 18, 2005

Arruma as botas, Bin Laden!

Segundo rezam as crónicas, o mentiroso relapso e contumaz - como dizia o Múrias, que Deus tem - reuniu em Lisboa com representantes da organização terrorista ETA, mascarados sob a forma de "Batasuna". A notícia não seria de espantar, não fosse o caso revelar um trajecto de enorme coerência, prática reiterada ao longo dos tempos com convicção de obrigatoriedade. Não sei se estão os meus amigos lembrados que foi a mesmíssima personagem que houve por bem, em tempos, dialogar com os terroristas do PAIGC, do MPLA, da FRELIMO e mais houvesse...
Anos mais tarde - não muitos, para não esquecer - e sempre compreensivo na sua enorme bondade humana que valia para todos menos para o Múrias, entendeu o douto ex-presidente limpar a folha de serviços da maltosa das FP-25 de Abril - gente de grande quilate a quem só faltou conceder uma Torre e Espada por ocasião do 10 de Junho. De caminho, encontrava-se às escondidas com camaradas seus italianos pisgados à justiça. E para completar o ramalhete, botou o mundo a sorrir ao querer sentar à mesa das negociações Bush e Bin Laden...! Isto sim, é um pacifista! E como bem diz o BOS, não é uma eminência parda: é uma eminência parva.

quinta-feira, março 17, 2005

Posto de escuta - V

Pavlov's Dog

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Nesta rubrica Posto de Escuta devia existir uma sub-rubrica a que chamaria “Discos Perdidos”. Perdidos na nossa memória ou mesmo perdidos em alguma mudança de casa ou de gosto. Serviria para homenagear aquela música, aquela banda que nos marcou em dado momento, ou que entrou na nossa vida e ficou, mas, como com aquele amigo de sempre, não mantemos muito contacto.

Há quase vinte anos conheci os Pavlov’s Dog. Tenho os seus dois álbuns editados em vinil e mais tarde comprei os CD. Ambos são de 1976. Encerram algumas das músicas mais bonitas e melodiosas que conheço e a voz surpreendente de David Surkamp é intemporal. Podemos situar estes álbuns dizendo que em 1976 os Genesis publicavam “A Trick of the Tail” , que era o tempo dos Jethro Tull, do nascimento da Punk Music. Experimentava-se com as guitarras eléctricas como no “Frampton Comes Alive!” de Peter Frampton. E os Pavlov’s Dog aliavam o Rock musculado a uma voz efeminada, que atinge notas muito “altas” (muitos julgam que é uma mulher que canta) a violinos , a um magnifico piano e a belos acordes de guitarra. Do inesquecível “Julia” ou do “Of once and future kings “ ambos do álbum "Pampered Menial" de 1976 ou no segundo álbum, “At the sound of the bell” do qual tenho dificuldade em escolher uma música, pois todas são muito bonitas em estilos bastante diferentes.

Originaria de St. Louis, no Missouri, a banda assinou excelentes contratos com a Columbia e a ABC/Dunhill, chegando a ser editado o primeiro álbum ao mesmo tempo pelos dois “labels”.

Após o “At the sound of the bell” e estando o terceiro álbum já gravado, a banda entra em ruptura com a Columbia e são despedidos, indo o referido terceiro álbum para a "prateleira", existindo apenas em gravações semi-piratas com base numa demo com que a banda ficou. Este é mesmo um caso de uma banda que passou ao lado de uma brilhante carreira.

Mas mais do que as palavras fica aqui, num first na Senhora do Monte, a música dos Pavlov’s Dog.:

Quando soar o sino cliquem todos.

STANDING HERE WITH YOU (MEGAN'S SONG) - Pavlov's Dog, At the sound of the bell, 1976


LPC

terça-feira, março 15, 2005

Sortes e azares

Viver no paraíso é sorte.
Ser apanhado por um tsunami é azar.
Ser descoberto e salvo é sorte?
Usar a camisola da selecção portuguesa não é sorte.
Tão pouco será azar.
Ser ajudado a recomeçar mercê dessa escolha inconsciente ou dessa não escolha é sorte?
Não, azar não será...
E tornar-se de repente o centro polarizador e agregador de boas-vontades e misericordiosas ajudas?
Todas públicas e todas publicadas, claro.
É sorte ou é azar?
Safe-se da onda e receba 19 sofás de sala juntamente com a solidariedade dos comerciantes de móveis de Paços de Ferreira.
As boas vontades e as misericórdias serão certamente bem intencionadas, desinteressadas, genuínas. Não é isso que interessa.
Isso são contas de outro rosário.
Ser salvo e viver assim, mico de montra, com a camisola verde-rubra a aplacar consciências misericordiosas por esse Portugal afora...
É sorte?
É azar?
Pois, podiamos falar um bocadinho do bem e das razões para a sua prática. Até parece que há umas obras, uns escritos, umas teorias filosóficas sobre isso...
Fica para depois, não quero maçar.
Ah! E um bem haja a todas os que deram uma cadeirinha, uma escrivaninha, um aparador... Deus queira que não venha outro quando não estraga-se tudo...
Valha-nos Deus...

domingo, março 13, 2005

Eleições no Belenenses

E porque muito se tem falado por aqui de futebol, continuo no tema.
O sócio nº 6406, Patrick Blese, vota neste senhor.
Que, fiquei a saber pelo belenense Pedro Guedes, tem um blogue de candidatura.
A blogosfera cada vez mais democratizada, numa medida que se aplaude.

Foi há meia dúzia de mêses...

... não foi há 40 anos.
Por isso, calminha!

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sábado, março 12, 2005

Sócrates injecta prá veia dos portugueses

Do discurso do novo Primeiro-Ministro emanou optimismo, confiança, estabilidade e... autoridade.
Da habitual praxis política socialista teve pouco ou nada.
Pareceu-me o centrão, a resvalar para a meia direita, com tiques indisfarçaveis da burguesia...
Ou melhor, da alta burguesia!

Penoso

É penoso, para Santana Lopes, comparar-se o seu discurso de tomada de posse com o que hoje proferiu Sócrates.
O novo Primeiro-Ministro fez um óptimo discurso.
Apropriado.
Sem demasiado palavreado, que o povo já não suporta, mas na medida certa para evocar as suas três principais bandeiras, que serão como que a modos do core business do seu governo.
Mostrou ainda enorme coragem ao afrontar, e logo no tiro de partida, o poderoso lobby das farmacêuticas.
Para início não está nada mal.
Mas como já não nos iludimos com oratórias vamos estar atentos para ver se bate a bota com a perdigota.

Constatação de facto

Como o mundo é pequeno! O Nacional da Madeira é patrocinado por... Patrick.

sexta-feira, março 11, 2005

Golpe de sorte

Hoje durante todo o dia o sistema de comentários do blogger esteve avariado, o que na prática se traduziu na impossibilidade de se poderem produzir comentários aqui no estabelecimento.
Providencialmente a coisa esticou até agora, pelo que a esta hora o sistema mantêm-se fora de funcionamento.
A avaliar pelo número de simpáticas mensagens que recebi no telemóvel na última meia hora é caso para dizer que tenho no blogger um amigo.

Solução para o caos

Nesta matéria detesto ter razão, mas alertei abundantemente, aqui e aqui, para o facto de Pinto da Costa e a sua SAD - Teles, Caldeira e Pinheiro à cabeça - estarem a cometer um erro de fácil percepção ao contratar Couceiro.
São estes e a sua louca, ruinosa e suícida política de contratações os grandes culpados da situação a que o clube e a sua equipa de futebol chegaram.
Neste momento só vejo uma solução para resolver as coisas rapidamente.
Infelizmente a solução não me parece exequível, pelo que teremos que arranjar outra, mas a ideal era esta:
Contratem José Mourinho, para treinar a equipa...
... por telemóvel.
E estaria o assunto resolvido!

O cérebro bloqueou

Acabou agora o FC Porto - Nacional.
Como não consigo articular as ideias para escalpelizar aqui as raízes mais profundas da aguda crise que se abateu sobre o meu clube, vou tentar nos próximos 10 minutos encontrar a solução mais óbvia para resolver o assunto no curto prazo e fazê-la chegar aos altos comandos portistas.
Não será fácil, que os neurónios estão a dar "tilt", mas já volto.

O que é NACIONAl é bom!

Será que ninguém me arranja, por aí, um emblema do Nacional da Madeira em tamanho decente? Pesquisei na net e..... nada! Só miniaturas. E hoje apetecia-me postar aqui um.... ENORME!!!!!

11-M : Um ano depois

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Retirada do ABC: Um dia para não esquecer.

Ópera do Malandro

Assisti, com singular prazer, ao musical de Chico Buarque Ópera do Malandro.
Criado em 1978 com inspiração na Ópera dos Três Vinténs de Bertold Brecht e Kurt Weill e na Ópera dos Mendigos de John Gay, o musical relata a decadência dos gangs e a prostituição da Lapa carioca da década de 40.

Para quem não viu, a Ópera do Malandro desenrola-se em torno da rivalidade entre o contrabandista Max Overseas e Fernandes de Duran, dono de todos os prostíbulos da Lapa.

O casamento da sua única filha com Max (apadrinhado pelo inspector Chaves, amigo de ambos) inicia a guerra pelo poder entre o malandro e o seu sogro e representa, a par da ameaça aos negócios, o derradeiro golpe na família Duran.

Feito o enquadramento, permitam-me que aqui traga um dos 19 temas que compõem o musical:

Homenagem ao Malandro

Eu fui fazer
Um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa
E perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais

Agora já não é normal
O que dá de malandro
Regular, profissional
Malandro com aparato
De malandro oficial
Malandro candidato
A malandro federal
Malandro com retrato
Na coluna social
Malandro com contrato
Com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer
Não espalha

Aposentou a navalha
Tem mulher e filho
E tralha e tal
Dizem as más línguas
Que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central

Este Inverno

Este Inverno é uma seca...

Posto de escuta - IV

The Smiths

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Morrisey, Marr, Joyce e Rourke, formaram uma banda pop incontornável e inesquecível para quase todos os da minha geração.
Recordo-me dos meus amigos, 5/ 7 anos mais velhos ouvirem os Joy Division enquanto nós, mais novos, ouvíamos The Smiths.
Conheci-os com Meat is Murder, em 1985, tinha 15/16 anos.
Apreciei sobretudo Queen is dead, em 1986, um álbum de grande agressividade, onde Margaret Tatcher e a Realeza eram muito mal tratadas.
Em 1988, Morrisey e Marr, entraram em litígio definitivo e eu continuei a seguir e a apreciar a carreira de Morrisey a solo, já que sempre valorei mais o poeta e menos o melodista.
Ando agora a ouvir, no carro, o álbum The world won´t listen.
Gosto especialmente da música There is a light that never goes out, que ainda há não muito tempo ouvi ser cantada ao vivo, em espanhol, pelo basco Mikel Erentxu, o ex-Duncan Dhu, que esteve a solo na Praça Sony e onde imcompreensivelmente estava eu e mais meia dúzia de gatos pingados.
E é em espanhol que deixo a letra desta fabulosa Esta luz nunca se apagara.

ESTA LUZ NUNCA SE APAGARA
Hoy te esperaré
en la esquina iluminada de mi calle. Oh ven
no puedo comprender
que nunca confesaras tu amor
aquella nocche eterna. Daba igual.
Hoy te esperará
este reducto de marfil y de hueso que soy
me hiciste un gran favor
oh, nadie ha dado un paso por mí
yo era una luz enterrada en puños de cal.
Y si estoy solo esta vez,
no es casualidad
morir por ti
sería un lento y bello final
y no regresarás a mi corazón
morir por ti
sería un ambicioso final.
Hoy te esperaré
Dime, dime a mí quién soy,
quién soy, qué soy
y el oscuro soportal
señor, mi suerte al fin pudo cambiar
¿pero te extraña que exija de nuevo tu amor?
Hoy te esperaré
sí dime, dime a mí quién soy,
qué soy y puedo comprender
que nunca confesaras tu error
aquella noche enferma.
Era normal.

quinta-feira, março 10, 2005

As fotografias da Senhora do Monte - XIII

Porto
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Quem vem e atravessa o rio...

Razão para a pressa abortiva do Xicleto

Naquilo que pode ter sido um «lapsus linguae», ou a revelação de uma preocupação íntima, Louçã revelou hoje à TSF a razão principal pela qual pretende «forçar» um referendo abortivo ainda este ano. Disse o líder bloquista que o referendo deve ser rápido até por não se saber qual a posição que sobre a matéria terá o futuro Presidente da República - que é quem, em última instância, tem o poder constitucional de convocar referendos. Se pensarmos que os dois candidatos presidenciais neste momento mais bem posicionados em termos de sondagens são o Professor Cavaco Silva e o Eng. António Guterres, a preocupação de Louçã talvez faça sentido. Por outro lado, é evidente que esta leitura não pode ser ignorada por José Sócrates. Que, ao remeter o referendo abortivo para não antes de 2006, havendo a possibilidade de o Presidente da República da altura poder não dar acolhimento à iniciativa, denota, na prática, inegavelmente pouco interesse na sua realização. Se não pelas palavras, seguramente pelos actos.... Do mal, o menos...

À atenção do Bloco de Esquerda

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Enquanto por cá os homens e mulheres do Bloco continuam a sua cruzada pela legalização dos casamentos gay, noutras latitudes a malta já está noutra.
Como se soube há uns dias, Dolce e Gabanna, após 20 anos de concubinato, separaram as trouxinhas.
Caros bloquistas, quando acabarem a saga pela legalização, iniciem de imediato outra pelo Direito aos Divórcios Gay.
E depois não digam que, aqui no estabelecimento, não contribuimos com ideias para manter a vossa chama acessa.

Vontade de falar...

Durão Barroso, em Bruxelas, criticou o novo governo de José Sócrates pelo escasso número de mulheres que o mesmo integra - não encontraria outros motivos para crítica o Presidente da Comissão Europeia, ou foi apenas vontade de falar?

O tempora! O mores!

Serei talvez muito novo para sentir o que sinto. Revejo o pensar de alguns anciãos de outrora naquilo que me preocupa. Mas não consigo evitar pensar que estamos a viver uma crise de valores profundíssima, que aqueles princípios em que se baseia a sociedade em que vivemos estão postos em causa aos mais diversos níveis.

Faz amanhã um ano que ocorreu um brutal atentado na cidade de Madrid, onde o ódio dos fundamentalistas islâmicos trouxe à superfície uma das maiores debilidades da nossa sociedade. A segurança dos cidadãos e a autoridade do Estado estão assentes em conceitos milenares de que o ser humano receia a violência física, a privação da liberdade e em último grau a morte. Daí as penas de prisão ou em alguns países, felizmente poucos, a pena de morte. Mas se aqueles que pretendermos punir não temem a privação de liberdade e anseiam a morte em nome da Jihad ? Ficamos desarmados. Não temos penas que se lhes apliquem.

Nunca conseguiremos lidar com esse problema sem alargar os nossos horizontes e sem trazer para o nosso lado aqueles que poderão encontrar soluções dentro dum plano de valores que nos transcendem. A grande maioria dos muçulmanos, moderados, seguramente repudiam estes actos tanto como nós. Cabe às diplomacias dos países não-muçulmanos a tarefa de demonstrar a essas centenas de milhões de pessoas, que compartilham a universal procura da paz e do respeito pela vida humana, que as compreendemos e que necessitamos delas em vez de querer impor os nossos valores . Óbvios talvez para nós, mas quando impostos nunca serão aceites.

A um nível mais interno, a crise de valores reveste outras formas. Por exemplo a legislação que regula as relações comercias, essenciais para a prosperidade da nossa sociedade, tal qual foram teorizadas e codificadas, desde o nosso velhinho Código Comercial da Carta de Lei de 1888, assenta em pressupostos infelizmente anacrónicos, como a vergonha, o bom-nome ou o respeito.
Que sentido tem o conceito de falência pessoal, o estigma contido nesse conceito, se a pessoa em questão se está marimbando para esse estigma, desde que tenha subtraído dinheiro que lhe chegue, aos credores que confiaram em si? O que se ouvia nos tempos dos nossos avós era que fulano ficou desgraçado e desgraçou a sua família pelas dívidas que contraiu e não conseguiu honrar. A forma de desonerar a sua família do estigma era o suicídio. Hoje em dia diz-se orgulhoso “Não há perigo. Pus tudo em nome do meu primo e a mim não me apanham nada! “ E um magnífico sistema judicial acrescenta a morosidade necessária à operacionalidade deste e outros expedientes similares.

Infelizmente todos nós conhecemos inúmeros exemplos desta crise de valores, mas se pensarmos um pouco, verificamos que os mais graves radicam quase sempre num só conceito, cada vez mais difuso e distante. A Justiça.

LPC

Blogues: O estudo

Aqui o resultado de um profundo estudo académico sobre o fenómeno dos blogues.

Katyn: Em nome da verdade

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De leitura obrigatória o post de FG no Santos da Casa, sobre o massacre de Katyn.
A propaganda soviética com a cumplicidade do ocidente ocultou durante décadas o massacre do Exército Vermelho em Katyn, para que dessa forma não se altera-se o equilíbrio de forças que resultou da derrota Nazi.
A União Europeia, como também chama a atenção FG, recusa-se a assinalar a data.

quarta-feira, março 09, 2005

As fotografias da Senhora do Monte - XII

Dance
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Patrick Demarchelier

terça-feira, março 08, 2005

Helenaldo, segurança e democrata

Helenaldo não é um brasileiro vulgar. Uso vulgar no sentido de comum. Não o é.
Menos será o Baiano típico. Helenaldo é dono de uma inquietação e interesse genuínos, de uma sede de saber e conhecer irrequietos, de uns olhos que bailam à nossa volta tentando perceber tudo de uma penada, entre o boa noite da praxe e o cigarro pedido ao turista mais afável.
Helenaldo, sem que o saiba, vive perto do paraíso. Faz aquilo de que diz gostar e, por isso, sente-se feliz. Ganha menos voluntariamente e não quer voltar às serras mecânicas da familia.
Helenaldo pergunta muito, sobre tudo e consome as respostas com sofreguidão repetindo a parte final com um aceno de cabeça solene e ritmado.
Não se conforma, contrapõe: Que no seu Brasil, que na sua Bahia, que no seu Arraial d'Ajuda...
E queixa-se. Muito, também.
Queixa-se da confusão, da baderna, da falta de ordem e destino. Tenta dar-nos imagens destas coisas, destas realidades que o magoam, de tudo quanto queria mudar.
No final de cada frase, como que se de um remate se tratasse, Helenaldo usa o seu adjectivo preferido.
"Você acredita que o prefeito, que a gente até chama ele de Robaldino, ele chama Ubaldino né... conseguiu roubar 3 milhões em dois anos? Pois é, isso daqui é uma tremenda de uma democracia."

"Você precisava vim aqui no Carnaval, tem gente que nem pernilongo, todo o mundo bebendo e dançando... aqui na praia fica até de madrugada lá, deitado na areia fazendo sexo, tudo grudado... Isso você precisava ver, é uma democracia danada."

"Lá em Portugal também é assim essa violência? aqui nem é tanto não, é bem mais calmo por causa dos turista mas lá em salvador ou no Rio... Virge Maria é uma merda de uma democracia, de ladrão matando polícia."

No dia em que me fui embora e escrevi aqui na casa pela última vez, morreu um homem. Dizem que era um homem bom. Era polícia. Não vivia em Salvador nem no Rio. Foi abatido com mais do que uma vintena de tiros. Soube no aeroporto. Na altura ainda não conhecia o Helenaldo. Podia ser que entendesse esta morte de outra maneira. Ou, pensando bem, talvez não.

O único defeito das Mulheres

A propósito do Dia Internacional da Mulher.


O único defeito das Mulheres

Quando Deus fez a mulher, já estava a trabalhar há seis dias consecutivos.
Apareceu um anjo que lhe perguntou: "Deus, porque estás a perder tanto tempo com esta criação?"
Ao que Deus respondeu: "Já viste a minha lista de especificações para este projecto? Ela tem que ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, tem mais de 200 partes móveis, todas substituíveis, e é capaz de sobreviver à base de coca-cola light e restos de comida, tem um colo capaz de segurar em quatro crianças ao mesmo tempo, tem um beijo capaz de curar qualquer coisa desde um arranhão no joelho a um coração ferido e faz isto tudo apenas com duas mãos."
O anjo ficou estupefacto com estas especificações. "Só duas mãos!?
Impossível! E esse é apenas o modelo normal? É muito trabalho só para um dia. É melhor acabares só amanhã."
"Nem pensar", protestou Deus. "Estou quase a acabar esta criação que me é tão querida. Ela já é capaz de se curar a si própria quando fica doente. E consegue trabalhar 18 horas por dia."
O anjo aproximou-se e tocou na mulher. "Mas fizeste-a tão macia e delicada, meu Deus".
"Sim, mas também pode ser muito resistente. Nem fazes ideia o que ela pode fazer e aguentar."
"E ela vai ser capaz de pensar?" perguntou o anjo. "Não só é capaz de pensar como é capaz de negociar e convencer"
O anjo então reparou num pormenor e tocou na cara da mulher.
"Ups, parece que tens uma fuga neste modelo. Eu disse-te que estavas a tentar fazer demais numa criatura só."
"Isso não é uma fuga, é uma lágrima." "E para que é que isso serve?" perguntou o anjo. "A lágrima é o seu modo de exprimir alegria, pena, dor, desilusão, amor, solidão, luto e orgulho."
O anjo estava impressionado."És um génio, Deus. Pensaste em tudo."
E de facto as mulheres são verdadeiramente espantosas. Têm capacidades que surpreendem os homens. Carregam fardos e dificuldades, mas mantendo um clima de felicidade, amor e alegria. Sorriem quando querem gritar.
Cantam quando querem chorar. Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas.
Lutam por aquilo em que acreditam e não aguentam injustiças. Não aceitam um "não" quando acreditam que existe uma solução melhor.
Prescindem de tudo para dar à família. Vão com um amigo assustado ao médico. Amam incondicionalmente. Choram quando os seus filhos são os melhores e aplaudem quando um amigo ganha um prémio. Ficam radiantes quando nasce um bébé ou quando alguém se casa. Ficam devastadas com a morte de alguém querido, mas mantêm a força além de todos os limites.
Sabem que um abraço e um beijo podem curar qualquer desgosto. Existem mulheres de todos os formatos, tamanhos e cores. Elas conduzem, voam, andam e correm ou mandam e-mails só para mostrar que se preocupam contigo. O coração de uma mulher mantem este mundo a andar. Elas trazem alegria, esperança e amor. Dão apoio moral à sua família e amigos.
As mulheres tem coisas vitais a dizer e tudo para dar.
No entanto, se existe um defeito nas mulheres é que elas se esquecem constantemente do seu valor.

In Mulher Portuguesa

Dia Internacional da Mulher

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner

Com este notável poema desejo homenagear todas as mulheres que amo e amei na minha vida - em especial a minha mulher, a minha filha e a minha avó - e todas as mulheres que não se vendem.

segunda-feira, março 07, 2005

O grau zero da política à portuguesa

Quando todos pensavamos que com Santana tinhamos batido no fundo, eis que:
Prof. Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros e de Estado, por outras palavras, o nº3 de um Governo Socialista.
Portugal, Planeta Terra, ano de 2005, Século XXI.
Olá, terráqueos!

Da Direita para a Esquerda

Da Esquerda para a Direita há muitos exemplos.
Mas da Direita para a Esquerda, quantos se conheciam até agora?

Com franqueza, é possível mudar tanto e manter a credibilidade?

Começou na Câmara Corporativa de Salazar, alinhou com Marcelo Caetano, fundou o CDS, andou de braço dado com Sá Carneiro, Balsemão, Cavaco, Durão, Soares e agora Sócrates.
Foi visto em comícios do BE.
Só Deus sabe onde estará amanhã.
O homem de hoje é o Diogo, o de ontem era o Prof. Freitas.

O Ofício

Indignado com o penúltimo postal desta casa (da minha autoria), levando em conta as simpáticas relações entre Freitas do Amaral e a camarilha PRECiana, acusa-me o leitor Rui do Carmo de revisionismo histórico, coisa que - a fazer fé no que afirma - é timbre de certa direita. Pois que em homenagem ao dito revisionismo, aqui deixo três parágrafos da carta do CDS (referência número 66 de 30 de Setembro de 1974) endereçada ao "Brigadeiro Vasco Gonçalves, Excelência" e assinada pelo notabilíssimo Prof. Freitas:
"[...] Sabe bem Vossa Excelência que, eu próprio, não deixei de defender o ponto de vista segundo o qual o poder revolucionário era sede tão idónea de legalidade como o poder democrático.
Comungando desta posição, o CDS, pouco depois nascido, pôde testemunhar, em entrevista que Vossa Excelência nos concedeu, a sua inquebrantável determinação de fidelidade ao programa do MFA.
Eis porque, hoje, saudando a confirmação de Vossa Excelência como Primeiro Ministro, vimos ratificar junto de si o nosso apoio aos órgãos de soberania instituídos ao abrigo da legitimidade revolucionária e, de modo particular, ao Governo Provisório."

Desejando a Rui do Carmo o que Freitas desejava ao Vasquinho - "votos de maiores felicidades" - despeço-me sendo certo que nesta casa o leitor exige e a Senhora do Monte publica.

As fotografias da Senhora do Monte - XI

Eyes
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Patrick Demarchelier

domingo, março 06, 2005

A Ala Liberal

Sobre o douto Amaral, estou em divergência com quantos escritos tenho lido nos últimos dois dias. É do conhecimento dos que se interessam pelas coisas da Ciência Política que Freitas do Amaral (ex-Câmara Corporativa) fundou o CDS a meias com os pedidos de Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal, posto que dava jeito ter um partido do centro que fizesse as vezes da direita. Aliás, é curioso verificar a correspondência entre as partes - tão amável que parecia coisa de amantes - que um dia destes terei ocasião de aqui publicar. Tudo isto para vos dizer que a chegada de Freitas ao governo de Sócrates é uma inquestionável conquista do centro democrático: o homem finalmente deixou a extrema-esquerda e juntou-se aos que colocaram o socialismo na gaveta. Ao menos isso.

Já cá canta!

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Quem não tem amigos, não tem nada!

Quem tem amigos, tem tudo!

sábado, março 05, 2005

Nem só de Óscares vive o homem


Salma Hayek

O que diz a Concorrência - IV

Um mês depois da última ronda pela concorrência e após 10 dias por terras sul-americanas, selecciono mais 11 posts que escolho de entre os blogues que vou lendo.
Nota: Na selecção que vou fazendo periodicamente, não se deverá inferir que concordo ou apoio incondicionalmente os pontos de vista defendidos pelos diferentes autores.
Muitas vezes destaco-os pela qualidade da escrita, pela originalidade, pelo facto de nos fazerem pensar ou muito simplesmente por abordarem determinado assunto a partir de pontos de vista invulgares.
Cá vai a lista e boas leituras:
1 - Uma questão de higiene - Dragoscópio
2 - Potencial - Jaquinzinhos
3 - António Borges, notas da entrevista - A Arte da Fuga
4 - Não resisti... - Santos da Casa
5 - Tvcallas - Thelma&Louise
6 - Pesquisas falhadas - Blogotinha
7 - Contra a Eutanásia - Cabalas
8 - Mar adentro - O Farol das Artes
9 - Falta de medicação - Xanelcinco
10 - Confirma-se acordo secreto... - O Insurgente
11 - O eleito masoquista - A Origem do Amor
O blogue Dragoscópio parece estar minado por um qualquer vírus, - à atenção do autor - ainda assim deixo o link, porque valeria a pena ler o post, que aliás à imagem dos restantes é de excepcional qualidade.

7 anos fora do país

Hoje um amigo meu que vive há 7 anos em Londres, ouviu o nome Freitas do Amaral como novo Ministro dos Estrangeiros socialista.
Telefonou-me e questionou-me:
É alguma coisa ao Prof. Freitas do Amaral?

Água no bico

O novo Ministro do Ambiente, Nunes Correia, merece para já unanimidade nos elogios.
Todas as associações aplaudem e todas parecem querer aplaudir com mais veemência que a anterior: Quercus, Liga de Protecção da Natureza e tutti quanti.
Meus caros, é de desconfiar...

Tralha Guterrista de volta

Luís Amado, Santos Silva, Mariano Gago, Vieira da Silva, Correia de Campos, António Costa e Alberto Costa.
São 50% do "novo" Governo.

sexta-feira, março 04, 2005

A propósito do novo Governo....

... e Roma pagou aos traidores!

A boa moeda

Acabo de assistir à entrevista que António Borges concedeu à SIC Notícias.
Conhecia-o mal, fiquei a conhece-lo melhor.
A entrevista, o entrevistado e o entrevistador foram excelentes!
Borges estava bem disposto, evidenciou enorme à vontade, exibiu um sorriso franco e aberto que inspira confiança e surgiu muitíssimo bem preparado não só nas questões económicas, como na totalidade dos temas abordados, desde a pequena à grande política.
Para além disso, mostrou ser alguém que está de bem com a vida, sem telhados de vidro, rigoroso na análise, independente, conhecedor da realidade político-social-económica nacional, que expõe com total clareza e demonstra uma grande capacidade de execução.
Fiquei com a convicção de que Borges é corajoso e não receia os grandes lobbies e as Corporações.
Mas o que me surpreendeu foi o facto de se ter revelado extraordinariamente hábil do ponto de vista politicofoi, para mim uma completa revelação - ao ponto de ter sido capaz de passar uma mensagem com elevado sentido patriótico.
Que pena ser necessário ter que se ganhar primeiro o Partido e só depois se poder ganhar o país.

Alta velocidade

É já no Domingo a estreia do Tiago Monteiro.
Para mim é o ressurgimento de uma grande paixão de infância, o Grande Circo volta a entrar nas minhas contas.
Boa Sorte!

quinta-feira, março 03, 2005

Regresso

Oi ;)

...A "Corja"...

... Porque há comentários e comentários, venho assim satisfazer o pedido de um leitor aqui do burgo e falar sobre a"corja" que nos "governa". Naturalmente, tendo o Benfica mais adeptos que alguns paises têm habitantes, que a "corja" não é a politica, porque essa é outra "corja", mas sim a "corja" que orienta o destino do Glorioso.
É por demais evidente que a incompetência domina os destinos do Benfica. Desde o sector de formação até ao plantel profissional tudo gira em torno de interesses pessoais, ou seja, a velha máxima do "venha a nós a nossa comissão".
Como diz o meu Pai " a mim só me enganam uma vez". Nem mais...

quarta-feira, março 02, 2005

Altamente recomendado

Nasceu um novo blogue, A Forma e o Conteúdo, pela pena de José Ferreira Marques, - habitual comentador do nosso estabelecimento - e com comentários de José Cosme.
A coisa promete e recomenda-se a visita a todos quantos vão passando aqui pela casa.

As fotografias da Senhora do Monte - X

Ilha Gorriti, vista desde o Hotel Conrad, em Punta del Este

Foto do Autor

...Aconchegos...

...Hoje apetece-me dissertar sobre o aconchego. Nem mais, não existe nada melhor que um belo aconchego, a Humanidade necessita desses momentos de rara beleza, o Ser Humano necessita de se aconchegar, de se encaixar. Seja do ponto de vida social, económico ou puramente sexual, o aconchego, quando praticado a preceito, é do melhor. Naturalmente que algumas das "mentes de contacto" poderão não concordar com esta minha opinião, é humano. Sei que existe quem prefira ser aconchegado do que praticar o aconchego, mas para esses, em breve, teremos também um referendo, cuja pergunta avanço em primeira mão:
"Concorda que a arte do aconcheganço seja ministrada nas escolas?"
Por exemplo já imaginaram quão belo e sublime seria ver os nossos jovens a praticar, com requinte, charme e classe, a nobre arte do aconcheganço? O Mundo seria muito mais feliz se todos se aconchegassem mais e melhor.
Post Sriptum:
Em jeito de adenda sempre afirmo solenemente e pela minha honra que a expressão, supra citada, "mentes de contacto", não tem qualquer conotação belicista, provocatória, desrespeitadora, intrometida, penetra, melga, ofensiva, metida a besta, jerk, asshole, ou qualquer outra que possa melindrar quem quer que seja. A Terra é redonda, ligeiramente achatada nos pólos e gira apenas em redor do Sol, ou seja aconchega-se na sua órbita...

Anda tudo maluco

Como me observou uma «peste» especial:
Primeiro as vacas andaram «loucas»;
Depois, os porcos com «tuberculose» (ou terá sido «pneumonia»?),
Agora, as galinhas com «gripe».
Deve ser do frio.....

..................mas, cá para mim, isto anda tudo maluco!

terça-feira, março 01, 2005

" O número de autarcas que exigem luvas para instalar empresas é assustador!"

Ontem, Saldanha Sanches, eminente fiscalista que já por várias vezes se tem alcandorado à posição de pregador no deserto contra a generalizada e imoral evasão fiscal, veio mais uma vez expressar as suas ideias e destilar a sua verbosidade inútil – por manifesta carência de materialização - nas páginas do suplemento de economia do DN.
O título da entrevista é paradigmático do estado a que chegou o estado da nação.
Li calma e atentamente toda a entrevista.
Quando Saldanha profere a frase que dá título à entrevista e a este post, o jornalista qual avestruz, fez de conta que nada ouviu e continuou a entrevista.
Não insistiu.
Não mostrou perplexidade.
Não lhe solicitou um exemplo.
Nada!
Nada de nada!
Não estará na hora da PJ chamar o fiscalista e de ele chamar os bois pelos nomes?
Não deverá o Ministério Público tomar conhecimento oficioso destas declarações e chamar Saldanha ao confessionário?
Poderá alguém continuar a ser considerado um arauto da transparência e do combate à fuga fiscal e sistematicamente disparar em todas as direcções e não indicar um único caso concreto que sustente as suas teorias?

Mário Soares e Luís Delegado de acordo

Pasme-se, ambos dizem que no actual cenário o candidato presidencial da esquerda "ganha de caras".
Que disparate!
O cenário é justamente o oposto.
Porquê?
Desde logo porque o povo aprecia a célebre Teoria dos Cestos; depois porque ninguém na plenitude do gozo de todas as suas faculdades será capaz de afirmar - sem se rir - que o povo português é ideologicamente de esquerda.
Isto é, alguém acredita que 59% dos portugueses são de esquerda?
Não são!
O voto na esquerda foi essencialmente um voto de descontentamento com as políticas populistas de Santana e Portas, um voto contra a falta de sentido de Estado de Santana e um sério aviso à necessidade de refundação do PSD, no sentido de se afastar do PP e do populismo demagógico e de se encaminhar para o seu espaço ideológico e para a sua matriz social democrata reformadora.
Acresce que se Sócrates e o seu Governo forem sensatos, aplicarão durante o primeiro ano de governação as medidas impopulares que há imperiosa necessidade de serem tomadas, para poderem depois governar com mais folga nos últimos 3 anos.
O que quer dizer que daqui por 1 ano haverá algum descontentamento.
E as presidenciais são como se sabe, daqui a 1 ano.

Não era preciso ser adivinho

Antes de Marques Mendes, avisei aqui.
Uma Maioria, um Governo e um Presidente.

...Referendos...

...Agora que a esquerda está no poleiro não deverá faltar muito para que comecem os vários referendos, de resto prometidos durante a campanha eleitoral. A saber:

1º - Alteração à lei do aborto
2º - Novo projecto de regionalização
3º - Casamentos e uniões de facto entre casais homossexuais
4º - Despenalização das drogas leves
5º - Aprovação da constituição europeia
Antecipadamente avanço já com o meu sentido de voto:

1º - Contra
2º - Contra
3º - A favor
4º - A favor
5º - Contra
Já agora se quiserem saber porque motivo votarei desta forma sempre vos digo que votarei assim porque me apetece, porque é nisso em que acredito e porque, já agora, ninguém manda na minha vontade. Quem concordar, muito bem, quem não concordar... azarinho... mas confesso estar curioso por saber aquilo que pensa a "melga mor" também conhecido por "grilinho falante"...