Senhora do Monte

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

O carnaval revolucionário

Louçã exige um referendo à lei da interrupção voluntária da gravidez - aquele eufemismo politicamente correcto que em português corrente significa aborto - antes do Verão. Já Jerónimo, para ser diferente, pretende - ao contrário do que dizia há umas semanas - que o parlamento tem legitimidade para legalizar esta forma de infanticídio sem recurso ao referendo. O pior de domingo é que esta malta fala e nós temos que os gramar, que eles não nos pedem autorização para nos invadir o monitor televisivo. Assim de repente, parece que acordámos no PREC...

3 Comments:

  • Ainda é mais interessante do que isso: o Jerónimo acha que o Parlamento tem mais legitimidade do que o povo inteiro para decidir sobre essa questão.

    Aliás está perfeitamente na linha histórica dos comunistas. O Supremo Soviete tinha mais legitimidade que o povo,o Politburo mais do que o Supremo Soviete e o Stalin mais do que o Politburo. Não há que re-inventar a roda...

    By Blogger ajc, at 11:02 da manhã  

  • Por partes...

    Eu também sou da opinião que certas matérias não são referendáveis. Há situações que a maioria não deve impor às minorias certas convicções. Por exemplo na questão das liberdades e garantias podem estar 75% da população de acordo com um retrocesso que não devem poder impor isso de qualquer forma. Na questão específica do aborto fico dividido se devia ou não ter havido referendo.

    Mas tendo havido só com novo referendo pode haver alteração!

    By Blogger Ricardo, at 12:51 da tarde  

  • "Não há que re-inventar a roda..."

    Não tinha visto a coisa nessa perspectiva, mas o AJC viu muito bem a coisa!
    Aliás, por maioria de razão, antevejo que a história se pode repetir indo mais longe. Ouvindo os últimos comentários do Comité Central do PC - irritadíssimo com o bloco - julgo mesmo que está para chegar a célebre purga anti-trotskista. Do mal o menos...

    By Blogger pedro guedes, at 1:53 da tarde  

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