Senhora do Monte

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

É este o meu PSD, que para já não existe, está hibernado

Continuo a acreditar nos valores e opções fundamentais dos princípios programáticos do partido e que fazem do PSD um partido diferente.
Com a actual casta de dirigentes, em especial, o líder, não é de facto possível acreditar no que quer que seja.
Eu acredito e tenho fé que o PSD se vai refundar e rapidamente vai dar passos seguros no sentido de se poder apresentar aos portugueses, com gente credível, assumindo as suas principais vocações e defendendo um conjunto de propostas que no essencial deverão passar pelo seguinte:
1- O PSD pode e deve ser o partido que tem melhores condições para reformar àreas fundamentais: Serviço Nacional de Saúde – questão a que deverá dar prioridade absoluta - Justiça, Forças de Segurança e Segurança Social.
2- O PSD é um partido vocacionado para o poder, com forte pendor reformista e progressista, com capacidade para romper com interesses instalados que obstam a que se possam fazer reformas de fundo.
3- O PSD não cede à aplicação de medidas e soluções laxistas e permissivas, pois tem consciência que não é por isso que se é moderno e avançado. O partido não cede a modas intelectuais.
4- Um partido que sobre as ditas questões fracturantes, tenha o seguinte posicionamento:
Divórcio: não segue o modelo espanhol, onde se propõe uma alteração de lei de modo a facilitar a dissolução do casamento no prazo record de 10 dias e onde se pretende que o Estado financie as operações de mudança de sexo.
Liberdade Religiosa: o partido defende a liberdade religiosa e não é, ao contrário dos partidos democratas-cristãos, um partido confessional.
Aborto: o PSD deverá ser um partido que não aceite alterar a actual lei do aborto, que é justa, equilibrada e adequada. Que não é contrária à vida. Um partido que não avance para a despenalização. Se formos rigorosos a lei actual prevê e permite o aborto legalizado, a qualquer momento, se esse for o único meio para remover o perigo de morte ou de lesões graves na mãe. Depois, existem os prazos que se conhecem das 12, 16 e 24 semanas, consoante as situações. O que querem os partidos? Alterar os prazos? Ou o que querem é aborto até às 12 semanas sem qualquer justificação física ou psíquica por parte da mãe. Se a questão é esta, eu e o PSD, somos contra.
Homossexualidade: Que sobre esta matéria se possa abrir caminho até ao limite máximo do casamento, mas que o partido não vacile na rejeição da permissão de adopção por parte de casais homossexuais.
Droga: Que não se despenalize o consumo de drogas, mesmo das leves, mas que se aposte cada vez mais em meios de combate ao pequeno e ao tráfico internacional.
5 -Um partido que tenha coragem de eliminar os organismos públicos que são desnecessários e que têm muitas vezes responsabilidades sobrepostas e deverá eliminá-los com rapidez, a Reforma na Administração Pública, há que dizê-lo com frontalidade, passa por despedir pessoas e não admitir mais gente. Há que haver coragem para o fazer. Tem que se reduzir o peso do Estado. Não há volta a dar.
6 - Um partido que aposte na administração fiscal, no sentido de implementar uma ética que faça com que todos paguem impostos. Isso passa pelo combate à evasão, mas fundamentalmente pelo abaixamento das taxas, principalmente nas empresas, que são o motor de toda a economia. Um partido que opere nesta matéria um verdadeiro choque de mentalidades, porque quem não paga impostos anda a roubar aqueles que o fazem e não há que ter medo de o afirmar.
7 - Um partido que diga alto e bom som: Não à Regionalização!
8 - Um partido sem medo, que proponha uma censura na TV para protecção da família, respeitando os limites democráticos.
9 - Que invista fortemente na Educação para combater o Racismo, o anti-semitismo e todos os extremismos e xenofobias.
10 - Que dedique especial atenção à assistência social para os deficientes e aos desempregados de idade avançada.
11 - Que defenda os valores do mérito, do esforço e do trabalho para combater o imobilismo e o pessimismo.
12 - Um partido que seja mais liberal nos assuntos económicos e mais conservadores nas outras matérias.
13 - Um partido que tenha capacidade de indigitar um Primeiro-Ministro de direita que tenha uma ideia para Portugal e para o Velho Continente, que seja europeísta, mas que revele preocupações acrescidas com as questões de segurança interna, que apresente políticas para resolver os problemas das minorias e do terrorismo.
14 - Que discipline a imigração. Não podemos esquecer que a Segurança está intimamente ligada à questão da imigração, que necessita urgentemente de programas de integração. Devem fazer-se quotas anuais de imigração, mas não se pode, nem deve, olhar apenas para o lado policial da imigração. A questão central tem a ver com a integração. Portugal é neste momento um país de imigrantes. E falemos claro, a maior parte dos imigrantes só estão no nosso país porque os portugueses não querem fazer determinado tipo de trabalhos, difíceis, espinhosos, braçais e mal pagos. Neste momento a Europa, é multicultural, multiétnica, multilinguistica, muiltireligiosa e é impossível escamotear esta realidade. Só a França e a Alemanha têm 10 milhões de imigrantes. E em Portugal os imigrantes trabalham na agricultura, nas obras públicas e privadas, nas limpezas, nas pescas, na restauração onde, justamente, o português não quer trabalhar. Portanto, os que cá estão têm que ser integrados. Milhares pagam impostos, descontam para a segurança social e não estão regularizados. O Estado tem o dever moral de lhes resolver o assunto, mas pelo contrário, o que hoje se passa no SEF é uma vergonha gigantesca. Outra questão é sabermos se no futuro devemos escancarar as portas a novos imigrantes? E aqui o critério para novas entradas deverá ser apertado e fortemente disciplinado.
15 - Um partido que combata ferozmente a pequena, a média e a grande criminalidade, conferindo meios e poderes a todas as polícias que sejam proporcionais as suas competências e obrigações.
16 - Que tenha um respeito incondicional pela propriedade privada.

Resta dizer que tenho perfeita consciência, que de momento, este PSD em que acredito não existe, na justa medida em que seria completamente incapaz de executar este mini-programa.

1 Comments:

Enviar um comentário

<< regressar à página de entrada