Ainda para o Mário
Na véspera da sua partida, ainda vou a tempo de dedicar ao Mário a publicação (muito a propósito) de um belíssimo poema do Rodrigo Emílio a quem em tempos há não muito idos - e então sim, sem brincadeiras de qualquer espécie - tão amplas liberdades quase proporcionaram uma volta ao mundo...
Chama-se "Vou-me embora p'ra Brasília" e diz assim:
Abraço a brisa d'Abril,
Na brandura abrasadora,
Vou-me embora pró Brasil,
Vou-me embora. Vou-me embora.
Você me cede um corcel
(Decerto cede, Corção.
Lá o nosso Manuel
Não me diria que não.
Mas você bem sabe que ele
É silêncio em digressão...)
Na verdejante vigília
Ponho o meu sonho em desfile,
Vou-me embora pra Brasília,
Que é o brasão do Brasil!
Sem deixar quaisquer indícios,
Sem causar qualquer quesília,
Vou-me avistar com o Vinícius,
Vou-me embora pra Brasília.
Vou e vou e vou e vou,
P'ra perto do seu Gilberto
E dessa incessante Cecília
E dalguma Nega Fulô
Vou-me embora pra Pasárgada.
Lá, estou bem mais em família!
Vou-me embora. Decidido:
Vou-me embora p'ra Brasília.


1 Comments:
iSTO EST'A A FICAR COM AR MAIS PURO COMO DIZIA O PLAGIADOR.
uM NA ARgeNTINA OUTRO PIRASE AGORA PARA O BRASIL.
dAQUI A BOCADO A TASCA FECHA A PORTA.
O OUTRO ENERGUMENO DO BOMBAS TB JA N ESCREVE.
SIM SENHOR.
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Anónimo, at 6:54 da tarde
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