Senhora do Monte

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Santana foi ver o Papa

Acabei de ouvir o discurso de Santana Lopes, ou parte dele, no estádio do clube de futebol do porto. Depois das declarações de Pôncio Monteiro, ontem, em directo para os telejornais, confesso que estava na expectativa quanto à reacção do sempre imprevisível Santana.
Santana falou, Pinto da Costa ouviu e Pôncio Monteiro também, e que bem lhes deve ter sabido ouvir da boca de Santana críticas a... Rui Rio.
Sim, isso mesmo, Rui Rio, presidente da C. M. do Porto e vice-presidente do PSD. Ou seja, primeiro, Santana incompatibiliza-se com Pôncio Monteiro, por culpa deste que é incontinente verbal e por culpa sua que já o sabia e não o quis saber. Depois crítica Rui Rio ao lado de Pinto da Costa e de Pôncio Monteiro.
Santana pode ter muitos defeitos mas não é parvo, não é tolo, não se quer suicidar.
Começo a achar, sinceramente, que Santana Lopes tem, para si e para nós, um plano muito mais abrangente do que aquilo que poderiamos pensar.
É uma coisa maior, uma coisa mais complexa e mais completa, é uma coisa em grande.
É assim... é assim uma coisa, é assim uma coisa parecida com aquela que Nero sonhava para Roma.
Assim... grande, abrangente, complexa e...
... e quente.

1 Comments:

  • Concordo que Santana é um pouco pró azelha e não seria eu que iría votar nele.
    Mas não exageremos, estamos a pegar em factos menores e a fazer um grande escarcéu como se de coisas importantes se tratasse.
    Todas estas "barracas" atribuídas ao Santana são de factos menores que nem merecerão ficar em notas de rodapé num livro de História de Portugal.
    Santana tem méritos, Santana e o seu governo.
    Santana está a tirar o poder a barões do PSD (Cavaco, por exemplo) que já estragaram suficientemente o país.
    Santana tem um Ministro das Finanças que, embora não concorde com muito do que diz ou faz, me merece toda a admiração e respeito.
    Para já foi o uníco político de nomeada que teve a coragem de dizer na TV que a União Europeia trata de forma diferente grandes e pequenos.
    E, suponho que é aqui que está o problema todo.
    Santana e o seu governo não davam garantias de europeismo suficientes. Estava previsto um referendo à Constituição Europeia a 10 de Abril (creio) e este referendo, com Santana no poder iría dar de certeza barraca para os integracionistas que dominam a nossa sociedade.
    A única forma que Sampaio encontrou para adiar este problema foi dissolver a Assembleia.
    Se Sampaio tivesse dissolvido a Assembleia há cinco meses teria toda a lógica. Mas agora não, não aconteceu nada de relevante que obrigasse Sampaio a mudar de atitude. Pelo menos, se aconteceu, isso não transpareceu nem para a Comunicação Social nem o Presidente o disse no seu discurso.
    A única explicação lógica é que era a única forma de adiar (ou mesmo de inviabilizar) o referendo à Constituição Europeia, referendo de que ninguém fala agora e que provavelmente será esquecido.
    Pôncios e Rios são somente cortinas de fumo para esconderem do povo português o importante, o estarmos a ser expoliados em grande, o de sermos uma espécie de Puerto Rico europeu...

    By Blogger O Raio, at 12:46 da tarde  

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