Que raio de mundo era este?
Assistindo ao programa da RTP 1, lembrando o 60º Aniversário da Libertação de Auschwitz e atendendo ao pedido da comentadora S.A.O. - que comentadoras destas têm que ser estimadas – procuro inspiração para escrever algumas palavras sobre a efeméride.
Nunca tendo ido a Auschwitz, recordo que visitei em 1994, o Campo de Concentração Natzweiler – Struthof , de resto, acompanhado por um dos meus ora companheiros de blogue.
Lembro-me do frio, do cair da noite, de transpor o portão principal e olhar para a rede metálica e de só isso, impressionar e arrepiar.
Uma vez lá dentro, o cenário é deprimente e avassaladoramente angustiante.
Ninguém consegue ficar indiferente: o pátio da chamada; as cercas de arame farpado; o crematório; a prisão; a bancada da tortura; a câmara de gás e por fim o Livro da Vergonha.
Aquilo não era um Campo de Concentração, era um Campo da Morte, dirigido por psicopatas, que tinham o Poder da Vida e o Poder da Morte.
Pessoalmente, considero da maior importância que datas como a de ontem continuem a ser lembradas e assinaladas, porque só actuando na área da sensibilização e da educação, desta e das próximas gerações, poderemos evitar que novos Holocaustos, sejam eles quais forem, não se possam voltar a repetir.
Quando estive em Natzweiler- Struthof, só me lembro de pensar: “ Que raio de mundo era este? Como é possível o mundo, o Homem, chegar a isto?”.
Nunca tendo ido a Auschwitz, recordo que visitei em 1994, o Campo de Concentração Natzweiler – Struthof , de resto, acompanhado por um dos meus ora companheiros de blogue.
Lembro-me do frio, do cair da noite, de transpor o portão principal e olhar para a rede metálica e de só isso, impressionar e arrepiar.
Uma vez lá dentro, o cenário é deprimente e avassaladoramente angustiante.
Ninguém consegue ficar indiferente: o pátio da chamada; as cercas de arame farpado; o crematório; a prisão; a bancada da tortura; a câmara de gás e por fim o Livro da Vergonha.
Aquilo não era um Campo de Concentração, era um Campo da Morte, dirigido por psicopatas, que tinham o Poder da Vida e o Poder da Morte.
Pessoalmente, considero da maior importância que datas como a de ontem continuem a ser lembradas e assinaladas, porque só actuando na área da sensibilização e da educação, desta e das próximas gerações, poderemos evitar que novos Holocaustos, sejam eles quais forem, não se possam voltar a repetir.
Quando estive em Natzweiler- Struthof, só me lembro de pensar: “ Que raio de mundo era este? Como é possível o mundo, o Homem, chegar a isto?”.


8 Comments:
“Que raio de mundo era este?" Infelizmente este é um raio de mundo que ainda continua a existir, muitas vezes com o conhecimento de muitos que hoje criticam o nazismo e celebram o 60º Aniversário da Libertação de Auschwitz...a história que o diga, a actualidade que o mostre.
M.Almas
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Anónimo, at 10:34 da manhã
Concordo contigo. Acho que não devemos esquecer a industrialização da morte como foi feita nos campos de concentração nazis.
Mas parece-me que muito do que se diz agora sobre estes campos tem água no bico. A Europa tem de mostrar que é humana e respeitadora dos direitos humanos e da democracia e, portanto, esquecem-se outras matanças ocorridas muito mais recentemente para se martelar, como se tivesse sido qualquer coisa de único e da responsabilidade de um pequeno grupo, até à exaustão os velhos campos de exterminio nazis.
Refiro-me ao Ruanda em que nos meros três meses se eliminou quase um milhão de pessoas. Um record.
Ainda por cima os ruadenses mostraram um espírito organizativo muito superior aos dos nazis, pese embora a fama de eficiência que os alemães carregam consigo.
No Ruanda encomendaram-se toneladas de machadinhas à China uns meses antes da matança e depois não houve campos de exterminio, não houve nada, conseguiu-se que toda a população sobrevivente participasse na matança. Quem não participava passava a inimigo e era morto.
Com isto responsabilizou-se toda a população o que é um feito notável. E totalmente diferente da metodologia envergonhada utilizada pelos nazis.
No Ruanda só poderá haver o equivalente à desnazificação quando a geração que participou na matança morrer. No Ruanda não há inocentes que digam eu não sabia...
E o Ruanda aconteceu há pouco tempo e muito pouca gente ligou... a Europa, por exemplo, ignorou o caso. Mais, alguns países da Europa como a França e a Bélgica nem se encontram totalmente virgens de culpas.
Seria interessante que para comemorar o 61º aniversário do fim de Auschuitz se preparasse um documento com o pós-Auchuitz e em que fossem identificados todos os culpados, activos e passivos destes modernos Auschuitzs...
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Anónimo, at 11:19 da manhã
A «indústria do holocausto», como lhe chamou Norman Finkelstein, vai de vento em popa, bem que mais comedida nos números. Ouvi ontem na TV que o número de vítimas em Auschwitz fora de um milhão. Ainda há pouco se falava em 4 milhões, consoante rezava a plaquinha colocada adrede no campo polaco. O próprio "Holocausto" começou em grande, inchadíssimo, falando-se de 20 milhões; depois, doze; mais tarde, e durante muito tempo, a cifra foi convenientemente mantida nos 6 milhões; hoje, vários historiadores insuspeitos referem números inferiores.
Há uma similitude preocupante entre as cifras de Auschwitz e as previsões de crescimento económico do Banco de Portugal: cada trimestre são revistas em baixa... Por este andar, ainda se há-de descobrir que Auschwitz teve uma das mais altas taxas de natalidade do mundo! Provavelmente, acabará rebaptizado de AuschRitz — seis estrelas (de David, claro).
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Bruno Santos, at 3:18 da tarde
Oh, BOS não é só a taxa de nascimento dos sobreviventes que graças a Deus nascem todos os anos em linha directa da mãe.
Há outro aspecto, a saúde ferro dos sobreviventes. Dos verdadeiros sobreviventes, como a Simone Weil que esteve a discursar em Auschwitz. Como campo de concentração fez muito bem a alguns sobreviventes, pois deu-lhes uma saúde de ferro!
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Anónimo, at 4:56 da tarde
O Holocausto deverá ser publicitado até à exaustão, como todas as outras barbáries perpertradas por todos os carniceiros sanguinários da humanidade.
Falem dos Ruandas, dos Holocaustos modernos, de todos os Holocaustos.
Agora o que parece é que em 2005, ainda existem pessoas que por causa de em 1755 terem morrido 50000 lisboetas no terramoto de lisboa, acham que já não vale a pena lamentar os 200000 do recente tsunami.
O que é que havemos de fazer?
Como se pode centrar a abordagem ao tema no nº de vítimas?
O que interessa aqui a ideologia?
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gelsenkirchen, at 5:16 da tarde
Caro Dr. Patrick,
De facto, concordo que todos os Holocaustos sejam publicitados para q todas as crianças do mundo possam ver até onde pode ir o ser humano e assim prevenirem-se tragédias futuras.
Bom fim de semana a todos!
LB
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Anónimo, at 6:11 da tarde
Olá amigo
Antes de mais grata pela gentileza...
Sabia q virias aqui deixar umas letras sb o tema, não interesse o número nem o tamanho das palavras, mas tão somente q esta data nunca seja esquecida.
Em 94 tb estive em Natzweiller - o meu sangue gelou- pensei nas atrocidades cometidas contra a Vida Humana,e bastou pensar no sofrimento de uma só pessoa.....
Há um velho ditado português q reza qualquer coisa do tipo "Só não sente quem não é filho de boa gente".
bjs... e olha basta um amigo, sao
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Anónimo, at 7:55 da tarde
Em termos de crimes, não deve haver nenhum povo sem telhados de vidro...
O que se passa é que está convencionado que há "crimes bons" e "crimes maus". Os crimes bons até chegam a ser óptimos!
Para que os crimes bons, continuem a ser praticados convém que os crimes dos maus não sejam esquecidos... Mais, é conveniente falar deles assiduamente.
Quanto aos crimes dos alemães, parece que ainda ontem, na RTP2, num debate sobre o tema, o historiador António Louça, referiu que (infelizmente para muita gente) nunca foi encontrada qualquer assinatura de Hitler ordenando a "solução final".
Auschwitz não conheço. Conheço Dachau. O palco está bem montado. Até tem câmaras de gás e tudo. Por acaso, tem uma pequena placa onde informam que estas nunca funcionaram...
A mais pura cretinice consiste em simuladamente, serem queimadas umas ervas ou coisas do género, para criar um ambiente de necrotério.
Vi muita gente mal disposta só do cheiro.
Resumindo, esta história está muito mal contada. Toda a gente sabe que a história é feita pelos vencedores.
A
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Anónimo, at 5:55 da manhã
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