Senhora do Monte

terça-feira, dezembro 28, 2004

Um pouco de mim

Ao primeiro post se reservou a função de permitir algum entendimento de cada um de nós. Na expectativa de o cumprir, aqui fica o dito.

Lourenço Marques (hoje a triste Maputo) foi a cidade que me viu nascer, corria o ano de 1969 e o calendário assinalava o dia 14 de Maio.
Recordo uma infância ali vivida que considero feliz, com todos os mimos e atenções que os pais babados costumam dedicar aos filhos, em particular aos primogénitos, categoria em que me insiro.

A dita “Revolução dos Cravos” ditaria uma outra revolução na vida da família Lopes, não tão florida quanto aquela. De armas e bagagens e com um bilhete de ida - sem volta -, eis-nos retornados e a braços com a ingrata e difícil missão de tudo recomeçar. Permitam-me, aqui, um parêntesis para homenagear os meus pais pela coragem e determinação que para tanto demonstraram.

Acabámos por “assentar arraiais” em Setúbal, cidade onde vivi uma adolescência sem peripécias dignas de registo.
Chegada a hora de decidir sobre o futuro que queria para mim, decidi que seria economista. Conhecia vários e todos bem sucedidos! Maldita a hora. As pautas de final de ano não deixavam margem para dúvidas... Tinha que mudar de vida. Assim fiz, iniciando o longo e tortuoso caminho que me conduziria, anos mais tarde e tramado pela PGA, à secretaria da Universidade Autónoma de Lisboa para uma inscrição no curso de Direito.

Cedo percebi que, desta feita, a escolha tinha sido acertada. Não tanto porque ao Direito deva o que hoje sou ou tenha (bem menos do que gostaria!). A advocacia nunca chegou a ser uma verdadeira opção de vida.
A escolha mostrou-se antes acertada porque me permitiu conhecer o Patrick, o Mário e o Pedro e com eles crescer e aprender; porque me permitiu, com eles, viver aventuras e desventuras, bons e maus momentos; porque com eles passei horas discutindo soluções para os nossos problemas, para os problemas dos outros e para os problemas do País. Ali, à mesa do bar ou no restaurante Alcafache, enquanto decorriam as aulas de direito constitucional, de economia política, de ciência política, de obrigações, enfim, enquanto decorria o curso de Direito.

Com a licenciatura terminada, o estágio na Ordem dos Advogados findo e após curta experiência como advogado, viria a integrar a Comissão Euro do Ministério das Finanças, colaborando na preparação de todo o processo de transição para a moeda única. Experiência gratificante e enriquecedora. Por ali estive até à hora da circulação. A do euro e a minha.

Presentemente, e desde então, sou adjunto de direcção numa associação empresarial e estou envolvido num projecto empresarial de consultoria nas áreas da responsabilidade social de empresa (RSE) / Sustentabilidade e do Marketing Social.

Paralelamente, acumulo as funções de marido da Alexandra, de pai recente da Matilde e, (co)respondendo ao desafio do amigo Patrick, de bloguista, igualmente recente.

Até depois.

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