Quem pôs o país na incubadora?
Disse o eng. Sócrates que o único responsável pelos acontecimentos dos últimos dias é Pedro Santana Lopes. Não posso estar em maior desacordo. Santana Lopes é politicamente inimputável e, como tal, a responsabilidade pelos desastres que provoca tem de ser atribuída a quem lhe deu o poder. Neste caso, os drs. Durão Barroso e Jorge Sampaio.
Do primeiro, está tudo dito. Integrou um programa de protecção de testemunhas da Europol, mudou de nome, mudou de país e mudou de vida. O longo braço da nossa repreensão já não alcança Zé Barroso, criatura forjada nos secretos gabinetes da tecnocracia europeia.
O segundo continua bem nosso. Depois de ter sido capacho dos cozinheiros de uma das mais vergonhosas manobras políticas das últimas décadas e de ter posto em causa a qualidade da nossa democracia com a entrega do poder a um populista inconsciente e sua clique de corcundas mentais, descobriu, passados quatro meses e muitos erros depois, que o governo era aquilo que se previa desde sempre: uma agremiação de interesses, totalmente descontrolada e encabeçada por gente sem categoria. Até aqui tudo bem, Jorge Sampaio nunca se destacou pela clareza e capacidade de análise. O que espanta é a desfaçatez com que tomou a recente medida, sem atribuir a si a responsabilidade que lhe cabe (e que ele mesmo assumiu), ou, pelo menos, sem daí tirar a inevitável conclusão!
É por isso que afirmo: faltou uma demissão no passado dia 30. A do presidente que errou na mais importante decisão do seus dez anos de mandato.


1 Comments:
Bom postal!
Mas sobre o essencial da questão que levantas remeto-te para o comentário que deixei na caixa do postal " Orçamento ou Duodécimos?". Abraço, Patrick Blese
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Anónimo, at 1:05 da manhã
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